terça-feira, 12 de março de 2013


Descobri uma estranha beleza no momento quando me vi ali, cercado pelos destroços daquilo que costumava sustentar-se de pé.

Onde antes via paredes, hoje avisto novos horizontes. Onde antes me protegia com teto, hoje me exponho à infinitude do céu.

E quanto às ruínas espalhadas pelo chão, as enxergo como matéria prima. Como uma oportunidade para a reconstrução. Não à imagem do que antes havia aqui, mas com o potencial para algo novo.

Conhecendo os exatos lugares onde nossas estruturas trincaram e fizeram tudo ruir, que agora peguemos o único tijolo que ficou de pé, façamos dele nossa nova pedra fundamental nomeando-o com o nome do sentimento que resistiu e recomecemos.

(Não Coube no Caderno)

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