sexta-feira, 23 de agosto de 2013

“Eles se amam. Todo mundo sabe mas ninguém acredita. Não conseguem ficar juntos. Simples. Complexo. Quase impossível. Ele continua vivendo sua vidinha idealizada e ela continua idealizando sua vidinha. Alguns dizem que isso jamais daria certo. Outros dizem que foram feitos um para o outro. Eles preferem não dizer nada. Preferem meias palavras e milhares de coisas não ditas. Ela quer atitudes, ele quer ela. Todas as noites ela pensa nele, e todas as manhãs ele pensa nela. E assim vão vivendo até quando a vontade de estar com o outro for maior do que os outros. Enquanto o mundo vive lá fora, dentro de cada um tem um pedaço do outro. E mesmo sorrindo por ai, cada um sabe a falta que o outro faz. Nunca mais se viram, nunca mais se tocaram e nunca mais serão os mesmos. É fácil porque os dias passam rápidos demais, é difícil porque o sentimento fica, vai ficando e permanece dentro deles.E todos os dias eles se perguntam o que fazer. E imaginam os abraços, as noites com dores nas costas esquecidas pelo primeiro sorriso do outro. E que no momento certo se reencontrem e que nada, nada será por acaso.”

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Pessoas vão embora de todas as formas: vão embora da nossa vida, do nosso coração, do nosso abraço, da nossa amizade, da nossa admiração, do nosso país. E, muitas a quem dedicamos um profundo amor, morrem. E continuam imortais dentro da gente. A vida segue: doendo, rasgando, enchendo de saudade… Depois nos dá aceitação, ameniza a falta trazendo apenas a lembrança que não machuca mais: uma frase engraçada, uma filosofia de vida, um jeito tão característico, aquela peculiaridade da pessoa.
Mas pessoas vão embora. As coisas acabam. Relações se esvaem, paixonites escorrem pelo ralo, adeuses começam a fazer sentido. E se a gente sente com estas idas e também vindas, é porque estamos vivos.
Cuidemos deste agora. Muitos já se foram para nos ensinar que a vida é só um bocado de momento que pode durar cem anos ou cinco minutos. E não importa quanto tempo você teve para amar alguém, mas o amor que você investiu durante aquele tempo.Segundos podem ser eternidades… ou não. Depende da ocasião.

Marla de Queiroz
Se quiserem saber se pedi muito
Ou se nada pedi, nesta minha vida,
Saiba, senhor, que sempre me perdi
Na criança que fui, tão confundida.
À noite ouvia vozes e regressos.
A noite me falava sempre sempre
Do possível de fábulas. De fadas.
O mundo na varanda. Céu aberto.
Castanheiras douradas. Meu espanto
Diante das muitas falas, das risadas.
Eu era uma criança delirante.
Nem soube defender-me das palavras.
Nem soube dizer das aflições, da mágoa
De não saber dizer coisas amantes.
O que vivia em mim, sempre calava.

E não sou mais que a infância. Nem pretendo
Ser outra, comedida. Ah, se soubésseis!
Ter escolhido um mundo, este em que vivo,
Ter rituais e gestos e lembranças.
Viver secretamente. Em sigilo
Permanecer aquela, esquiva e dócil.
Querer deixar um testamento lírico
E escutar (apesar) entre as paredes
Um ruído inquietante de sorrisos
Uma boca de plumas, murmurante.

Nem sempre há de falar-vos um poeta.
E ainda que minha voz não seja ouvida
Um dentre vós, resguardará (por certo)
A criança que foi. Tão confundida.

Hilda Hilst, em “Testamento lírico”.


Embebedei-me de novidade. Ventilei a alma e arejei o peito. Saturei meus olhos de novas paisagens. Sufoquei meus pulmões de novos ares. E, hoje, vivo a ressaca daquela verdade que só a distância nos revela. Aquela que o cotidiano – ao turvar-te os olhos – te impede de enxergar.
Me descobri como uma folha que se desprendeu do alto de uma copa. E deixou todas as raízes no tronco daquela imponente, porém imutável, árvore. Descobri que não nasci pra permanecer no mesmo lugar a vida toda. A estabilidade nunca foi minha alma gêmea.
A busca por ela ficou para trás.
Descobri minha alma cambiante. Descobri que não sei ficar. Que não quero permanecer. Que não me contento com o que se repete. Que repudio o que bate à porta sempre à mesma hora. Que preciso de mais. Que sou mais. Que mereço mais e, por isso, pago com solidão.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

“Ninguém vai resolver a minha vida, pagar as minhas contas, me colocar no colo e dizer não-te-preocupa-que-vai-passar. Uma hora alguma coisa me chacoalhou por dentro, me balançou, me fez abrir os olhos e entender que tudo é passageiro. Hoje eu sou uma e amanhã posso ser outra. A gente vai aprendendo com o tempo, os dias, as marés. E esse aprendizado vira marca, vira tatuagem, vira história de vida. Carrego no peito todos os sorrisos e lágrimas que já distribuí. Levo na alma todos que me são fundamentais. Trago comigo as boas lembranças e algumas marcas e cicatrizes que não se desfazem com o passar do tempo. Sei que um dia tudo vai ficar mais claro, mais tranquilo, mais cheio de harmonia. E torço para que todas as pessoas consigam perceber que não importa o que elas façam ou da onde elas venham, no fundo somos todos iguais. Querendo ou não.”
— Clarissa Corrêa.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

É claro que não me arrependo. Você vai ficar dentro do meu coração como uma lembrança de um tempo bom, afinal, era isso que você queria. Então, foi feita a sua vontade. Nesse meio tempo, muitas pessoas passaram pela minha vida. Algumas não tocaram tanto o meu coração, mas o fato é que às vezes é preciso viver de realidade. E foi ela que me salvou.

Clarissa Corrêa
“No primeiro dia pensei em me matar. No segundo, em virar padre. No terceiro, em beber até cair. No quarto, pensei em escrever uma carta para Marcela. No quinto, comecei a pensar na Europa e no sexto comecei a sonhar com as noites em Lisboa. Em seis dias Deus fez o mundo e eu refiz o meu.”
— Brás Cuba

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Um dia eu parei de ter medo. Não, não parei, um dia eu fingi que parei de ter medo. Virei atriz, decorei o texto e fui farsante pra ver até onde essa vida me levava. Deu certo, de tanto acreditar numa coisa ela acabou acontecendo. De tanto fingir não-tenho-mais-medo o medo ficou se sentindo deslocado, ignorado e foi-se. Não levou roupa nem escova de dente, apenas abriu a porta e foi embora pra outra dimensão.

Clarissa Corrêa
Não percebi a chegada do outono. Mas eu sentia que estava embarcando numa nova estação: todas as árvores que (não) plantei, de repente, estavam nuas. E eu caminhava num tapete de folhas e flores. Os caminhos também se estreitaram e tive uma sucessão de perdas, ou melhor, tive uma sucessão de trocas. E assim, como toda pessoa que tem um coração pulsando, fiquei assustada demais com as mudanças. Mas agora já consigo perceber beleza na nudez de cada uma das minhas árvores prediletas. Elas apenas estão trocando de roupa enquanto eu troco de pele, tamanha cumplicidade.


Marla de Queiroz
Porque no fundo, você sabe que essa pequena mudança da sorte é um sinal das coisas que estão por vir.

- A Menina que Roubava Livros.
Sou tímida. Um montão de gente ri quando falo isso, mas sou tí-mi-da. Só quem me conhece a fundo sabe. É que sou o tipo de gente que todo mundo pensa que conhece. Mas se enganam feio. Pouquíssima gente me desvenda. Mostro só o que quero. Não por maldade, mas por proteção. A gente tem que aprender a se proteger. Das escolhas dos outros. E até mesmo das nossas próprias escolhas.

— Clarissa Corrêa.
"Eu não tenho medo de voar. Eu tenho medo de estar fechada num lugar e de ter escolhido estar fechada nesse lugar. Tenho medo porque meus pés sentem o chão mas ele é falso. Meus pés sempre me obrigam a sentir a verdade e eu sou obrigada a dizer a eles que aquele chão não dura e nem é de terra. Tenho medo do absurdo que é sorrir e dizer "guaraná normal e sem gelo, grata" enquanto se quer dizer "quemerda é essa de estar voando se não sou a porra dum passarinho?". Tenho medo porque quando acabar estarei em outro lugar. Agora, se eu pudesse escolher o maior de todos os medos, eu diria "a chance disso cair agora é muito pequena". Estou sobrevoando, sem inteligência, a água profunda que aprendi a chamar de casa mas também de intervalo. A verdadeira angústia de voar é estar acima da nossa vida. Voar é tornar nossa rotina banal. Estou voando há dias, de primeira classe, com vista para o desenho de um país que não sei o nome. Ao lado de uma pessoa que, até que enfim, não é mais uma barrinha de cereal."

sexta-feira, 14 de junho de 2013

“O fim é um labirinto cheio de caminhos que são saídas. O fim é o começo indo embora. Não é um adeus: é um “a gente se encontra por aí”. O fim é a incerteza cheia de esperança. É alegria ansiosa, é sorriso nervoso. Todo fim deve ser comemorado: todo começo deve ser esquecido: o fim é o começo dizendo tchau. O fim é os sonhos com insônia. Não é desesperar: é não esperar. Não é revolta: é não há volta. O fim é ter a sorte de ser o primeiro da fila de cirurgia e o azar de precisar se operar com 97% de chance de morrer.”

quinta-feira, 13 de junho de 2013

"A vida adota o seu rumo. Sigo adiante sem prumo. Nem sempre a gente suporta até o final. Com o tempo tudo desfaz. Desejos e sonhos não bastam. É preciso querer, insistir e agir. Ir adiante até o fim. A mente deseja, o corpo padece. Num ciclo contínuo de sensações, pois tem horas que o corpo deseja e a mente padece... Infelizmente, a renúncia anuncia o fim! Com o fim decretado, as cores desbotam. A poeira encobre o brilho. As rugas mapeiam. Registram os sinais do tempo. Muito em breve, não sobrará mais nada. Nem mesmo uma marca. Basta querer esquecer! Porque lembranças se apagam, lágrimas secam e sorrisos travam. Porque a gente esquece o que fez. O passado fica distante. O que era já foi e nunca será outra vez. Ninguém ficará aqui pra contar essa história. Então, o que resta é a escolha do adeus. Renuncio a lembrança de outrora. Renuncio o meu papel nesta história. Renuncio para continuar a viver! E viver é lentamente morrer sem querer." 
Jani Moreira


sábado, 8 de junho de 2013

Se quiserem saber se pedi muito
Ou se nada pedi, nesta minha vida,
Saiba, senhor, que sempre me perdi
Na criança que fui, tão confundida.
À noite ouvia vozes e regressos.
A noite me falava sempre sempre
Do possível de fábulas. De fadas.
O mundo na varanda. Céu aberto.
Castanheiras douradas. Meu espanto
Diante das muitas falas, das risadas.
Eu era uma criança delirante.
Nem soube defender-me das palavras.
Nem soube dizer das aflições, da mágoa
De não saber dizer coisas amantes.
O que vivia em mim, sempre calava.

E não sou mais que a infância. Nem pretendo
Ser outra, comedida. Ah, se soubésseis!
Ter escolhido um mundo, este em que vivo,
Ter rituais e gestos e lembranças.
Viver secretamente. Em sigilo
Permanecer aquela, esquiva e dócil.
Querer deixar um testamento lírico
E escutar (apesar) entre as paredes
Um ruído inquietante de sorrisos
Uma boca de plumas, murmurante.

Nem sempre há de falar-vos um poeta.
E ainda que minha voz não seja ouvida
Um dentre vós, resguardará (por certo)
A criança que foi. Tão confundida.

Hilda Hilst, em “Testamento lírico”.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

“Esta coisa terrível de não ter ninguém pra ouvir o meu grito. Esta coisa terrível de estar nesta ilha desde não sei quando. No começo eu esperava, que viesse alguém, um dia. Um avião, um navio, uma nave espacial. Não veio nada, não veio ninguém.”
— Caio Fernando Abreu
“Sabe o que é chato? Quando sua maior vontade é ficar, e a pessoa te dá todos os motivos pra ir embora.”
“As coisas só começam a fluir, quando a gente permite que isso aconteça. Eu tô confiando em mim de novo, me permitindo, porque eu sei que posso muito, mereço muito! É muito bom finalmente me dar essa segunda chance, depois de ter dado tantas pra quem nem valia à pena.”


“Pode ficar com as fotos, eu fico com as lembranças, isso vai me ajudar a manter as esperanças. Já não quero que volte. Eu quero sim outro calor que vai vir pra esquentar esse frio que você deixou.”
Só me disseram que depois de um tempo a maturidade ia me fazer entender que as coisas não eram fáceis, mas que eu seria forte o suficiente para superar as mágoas. Esqueceram de dizer que nesse intervalo de tempo entre a infantilidade e a maturidade, eu teria que enfrentar os piores medos e as melhores sensações que o mundo proporciona.

sábado, 25 de maio de 2013

“Um dia, ela descobriu sozinha que era duas! A que sofre depressa, no ritmo intenso e atroz da noite e a que olha o sofrimento do alto do sono, do alto de tudo, balançada num céu de estrelas invisíveis, sem contato nenhum com o chão.”


Cecília Meireles

In My Life


Todo mundo tem aquela trilha sonora, aquelas músicas que marcam determinadas épocas de sua vida, talvez as trilhas desse momento da minha vida, não sejam as mais felizes, mas um dia quando voltar a ouvi-las irei sorrir por saber que nada nessa vida é em vão, que nenhuma dor dura para sempre, que um dia o sol, simplesmente resolve aparecer de novo. 





quinta-feira, 23 de maio de 2013

Dê-me fôlego e me faça real, traga-me para a vida.
Acorde-me por dentro.
Chame o meu nome e salve-me da escuridão.
Faça o meu sangue correr antes que eu me desfaça.
Salve-me do nada que eu me tornei.


“Não precisava ser assim. Não precisava doer como dói. Eu não podia apenas sorrir quando me lembrasse de você?”

quarta-feira, 22 de maio de 2013

"A partir de certo ponto não há mais
possibilidade de retorno.
É exatamente esse o ponto que
devemos alcançar."

Franz Kafka
“Quero que você saiba que sempre será parte de mim. No tempo que passamos juntos, você conquistou um lugar especial no meu coração, que eu vou levar comigo para sempre e ninguém pode substituir.”


Pra você meu amor, se algum dia seus olhos tiverem a curiosidade de ler as besteiras que aqui escrevo.
“Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre. Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.”
— William Shakespeare.
“Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado. Por isso é tão importante o auto conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre.”

terça-feira, 21 de maio de 2013

“Amor não acaba. Filmes acabam, balas acabam, dias acabam, beijos acabam, noites acabam, chocolate acaba, o assunto acaba, a paciência acaba, a vontade acaba - desejo diminui. Mas o amor não. Ele entra em coma, fica fraco, doente e, se for o caso, morre. Amor não é um sentimento, um fato, um objeto. Amor é uma vida, é algo que sai da compreensão humana, científica, racional. Amor não começa e acaba. Amor nasce e morre.”
“Tomara que você encontre alguém que te faça feliz, alguém que conte piadas a todo instante pra tirar um sorriso do seu rosto, alguém que queira o seu bem, alguém que cuide de você, que te proteja, alguém que esteja presente nos momentos bons da sua vida e também nos ruins, alguém que perceba quando você está triste e te abrace bem forte sem dizer absolutamente nada, alguém que seque suas lágrimas, alguém que faça você esquecer todos os problemas. Tomara que você encontre alguém melhor que eu. Vai ser fácil, qualquer uma é melhor que eu, qualquer uma vai te fazer mais feliz que eu fiz.. Mas pode ter certeza que nenhuma vai te amar como eu te amo.”

sexta-feira, 10 de maio de 2013



Se não fossem as minhas malas cheias de memórias
Ou aquela história que faz mais de um ano
Não fossem os danos
Não seria eu..

Uma pergunta que não deseja ser respondida. Que também não se contenta com as respostas
porque acha tudo um tanto quanto relativo.
Meus braços são por demais pequenos para o mundo que eu quero abraçar.
E meu coração é por demais tortuoso para não causar espanto.
Quero tudo! Agora!

(Clarice Lispector)
"Calo. Folha em branco. Cabeça vazia. Só consigo ouvir o meu coração bater. Oco. Um quase silêncio se instala do lado de dentro. Nada. Mas aí começa tudo de novo e lá vai minha cabeça com seus infinitos pensamentos e perguntas sem resposta. A gente erra muito. Chora, se arrepende, machuca, faz drama, toma decisões erradas. Mas chega o dia em que a gente aprende a fazer uma coisa sensata. E faz, mesmo que seja só uma. É difícil, mas a gente tem que deixar o retrovisor refletir o passado. Já passou... a gente é que tem mania de não deixar passar. "

— Aline Mariz, Retrovisor.

quinta-feira, 9 de maio de 2013


Carta de Abraham Lincoln para o professor de seu filho

“Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, para cada vilão há um herói, para cada egoísta, há um líder dedicado.
Ensine-o, por favor, que para cada inimigo haverá também um amigo, ensine-o que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada.
Ensine-o a perder, mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso.
Faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros no céu, as flores no campo, os montes e os vales.
Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.
Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.
Ensine-o a ouvir todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho. Ensine-o a rir quando estiver triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram.
Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.
Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço. Deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.
Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.
Eu sei que estou a pedir muito, mas veja o que pode fazer, caro professor.“

segunda-feira, 29 de abril de 2013

"Um dia a gente acorda, os livros nos acordam,
um anjo nos acorda, e somos avisados:
não adianta mais olhar para trás. 
É ir em frente ou nada."

_Martha Medeiros

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Passei horas, dias, semanas, meses esperando por algo que me mostrasse que o melhor a ser feito seria me afastar, como se não me bastasse o mal que me estava sendo feito, eu ainda pedia um sinal. Demorou, mas enfim esse sinal me foi dado, ou talvez ele sempre esteve ali e eu por cegueira proposital não o enxerguei. Aqui estou eu agora, indo embora, e dessa vez de verdade. Sei que disse isso outras vezes, já jurei inúmeras outras vezes que dessa vez estava realmente tudo acabado, mas nenhuma das outras vezes eu estava tão disposta e tão certa como estou agora. Enfim, o ponto final. Chega de reticências, meu coração cansou, eu cansei, aliás, faz tempos que eu cansei e mesmo assim continuei aqui. Ver o que acabei de ver me dá um alívio enorme ter me controlado esses dias para não mandar aquela mensagem de eu te amo ou qualquer que seja a mensagem, sem que agir certo. Agora, eu preciso desse tempo sozinha, colocar tudo no lugar de novo, a baguncinha que está aqui dentro me incomoda um pouco e eu preciso dá um jeito nisso. Chega de beija bocas que nem ao menos o nome eu sei. Chega de achar que a felicidade está em um corpo bonito, eu preciso de mim agora. Eu quero me pertencer de novo, eu quero sentir aquela euforia de viver de novo. Eu ando precisando de mim, sabe. Agora sim, sinto que as coisas vão começar a acontecer, já dizia alguém: quando pessoas erradas saem da sua vida, coisas certas começam a acontecer. Pois que venha a vida, aqui estou eu novamente, louca para ser usada sem moderação por ti, louca vida. E o amor? Aah o amor, com esse eu me entendo depois, ele tá ali repousando em um canto qualquer do meu coração, qualquer dia desses ele desperta novamente e espero que quando resolver fazer isso, seja por alguém que possa retribui-lo. Mas até lá, quero apenas aprender a me amar, a me doar, a me querer. Me sinto leve agora, como se uma gigante barra de ferro tivesse sido tirada de cima de mim. Mas na verdade foi algo muito maior e pesado que acabaram de me tirar, o peso de uma história mal acabada. E que venha novas histórias, novos amores.

sexta-feira, 19 de abril de 2013



Vez em quando a vida, alguém ou até a gente mesmo fecha uma porta e depois, por insegurança, medo, fraqueza (ou muito provavelmente tudo isso junto) voltamos para conferir se está realmente trancada ou se existe a possibilidade de entrarmos de novo e continuarmos ali, jogados no sofá (acomodados).
Encontrar a porta fechada é doloroso, mas é reconfortante também. É um alívio saber que não há mais nada a fazer a não ser ir embora sem o menor receio de estar deixando algo para ser vivido.
Uma porta fechada significa que é hora de encontrar outra aberta. Significa uma oportunidade de viver outras coisas, de adentrar outros cômodos. É a certeza de que deve-se esquecer as chaves extras, não tocar a campainha insistentemente.
Com a porta trancada, a gente pode ir sem dor e cheio de coragem. Nossas lembranças estarão guardadas para sempre do lado de dentro e lá fora os postes iluminam quem sai em busca de um lugar para ser bem-vindo. As ruas estão cheias de pessoas que desceram as escadas sem olhar para trás.
Há portas abrindo e fechando o tempo todo e, em algum momento, uma casa aconchegante vai estar de portas abertas nos convidando a entrar.



Sabrina Davanzo


quinta-feira, 18 de abril de 2013

"Quando a realidade não funciona mais é hora de colocar todos os seus sonhos dentro da mala e ir de “planos e cuia” em busca de conforto pra alma. Quando seu espaço fica pequeno para tantos desejos e a rotina começa a te apertar, pode se preparar pra colocar o pé na estrada."


Hoje eu acordei diferente dos outros dias. Foi como se um novo big bang tivesse acontecido. Dessa vez, a formação do meu mundo excluiu todas as partes ruins de um passado não tão agradável assim. E exclui também toda a esperança de um futuro melhor. Exclui até mesmo o presente de indecisão que eu sempre vivi. Exclui tudo. Um dia a gente acorda sentindo nada. Sem dor, sem raiva, sem paixão. Zero emoções.

Eu passei muito tempo viajando por aí e conhecendo mundos e fundos. Fiz amizades mais valiosas que a busca por algum novo combustível que me mudasse completamente, conheci a lua de perto com alguns anti-amores imaginários que carreguei em fotografias e pisei em nuvens (coisa que sempre fiz quando deixava meus devaneios atingirem níveis espaciais). E me surpreendi com o tipo de habitante de cada um deles. Jovens bem resolvidos, idosos ainda perdidos, gente com todo o tempo do mundo e mais de 200 anos para encontrar alguma coisa que fizesse sentido. Foram meteoros, supernovas e constelações inteiras para que eu me desapaixonasse por você mais uma vez e de uma vez por todas.

De repente eu me pego acordando de um sono profundo. Ainda sou eu e esses cometas de passagem por fora da astronave. Meus planetas foram finalmente realinhados depois da guerra civil entre nós dois. Foram dias sem dormir, correndo de um lado pro outro desde que você invadiu de vez o meu planeta. Se eu soubesse que aqueles sorrisos eram bombas devastadoras de qualquer humanidade que existia dentro de mim… Mas foi bom isso, sabe? Te deixar explodir algumas coisas aqui dentro, mudar continentes inteiros de lugar, reorganizar a minha geografia de acordo com o seu gosto. Você colocou uma bandeira no topo do meu mundo e declarou dependência. A minha dependência de você. E quando você resolveu voltar pro seu planeta-natal, eu resolvi sair por aí numa astronave. Meu mundo já estava todo do avesso mesmo, que se dane.

Foram muitas estrelas cadentes e aquela velha história de pedir algo que fosse importante. Bobagem isso de pedir pra uma simples estrela algo que só você pode cumprir. Não há destino, carma ou superstição que me faça pensar o contrário. As estrelas cadentes são mais parecidas com a gente do que a gente pensa: solitárias, seguem um trajeto a fim de encontrar algum sentido. Perseguem os céus e o espaço em busca de algo que nem elas mesmas sabem o que é. Meu primeiro pedido foi que um boom qualquer no universo me indicasse o lugar onde você estaria. Eu sempre fui meio masoquista mesmo. Me estragou por completo e me destruiu inteiramente. E eu achando que isso era amor. Mas descobri que eu não fui o único planeta que você invadiu. Você era dessas corsárias espaciais em busca de alguma aventura de vez em quando. Leviana e perigosa. E extremamente simpática, educada e bonita. Não só de mocinhas sensíveis vivem as histórias de amor…

Independência. Não sei como nem por quê. Talvez tenha sido alguma estrela cadente num último pedido – não se pode desprezar a força e vontade de um ser desses. Talvez tenha sido alguma energia galáctica que me mudou. Talvez eu tenha aprendido a lição e entendido que essa busca incansável por quem me fez tão mal não tem sentido algum. Agora eu já não sinto nada. E até que isso tem alguma alegria quando a busca chega ao fim. Encontrei alguma coisa mais preciosa do que você: alegria. E o Planeta Terra não me parece um lugar tão ruim assim pra se viver. Talvez eu volte e reconstrua tudo de novo. Se bem que, pelo visto, o reverso do avesso funcionou muito bem. E, na tentativa de me invadir por completo, você me ensinou a me defender de vez. Na tentativa de brincar um pouco e ir embora, você me ensinou a gostar mais de mim mesmo e dessa coisa bonita que são as viagens por dentro de nós. Na tentativa de me fazer perder uma vida inteira te buscando, você me deu coragem pra começar de novo e conseguir entender que o mundo vai muito além de um simples planeta azul. O topo do meu mundo foi conquistado novamente – e dessa vez a bandeira é minha, só minha e de mais ninguém. De tanto procurar por algum sentido, eu encontrei bons motivos para poder descansar a cabeça no travesseiro e dormir em paz.

terça-feira, 16 de abril de 2013

“Tenho sentido necessidades do novo, não importa o quê, mas que seja novo.”

"Você tem que confiar na capacidade das suas pernas para andar, se não você cai, você tem que confiar na sua força para levantar, se não você fica no chão, você tem que confiar que é capaz, se não você falha, você tem que confiar em quem caminha ao seu lado, se não você simplesmente não anda."
— Lucas Silva

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Para alcançar o sucesso




1-Sonhe, mas tire seus sonhos do papel – não deixe que eles sejam apenas sonhos.

2. Esteja com o radar ligado. Somos como antenas – a sorte passa pela gente e se não a captar-mos, ela vai pra alguém que está com o sinal receptivo.

3. Seja produtivo. O objeto da produção não importa, o importante é produzir o que quer que seja.

4. Se algo está trazendo coisas ruins pra sua vida, afaste-se imediatamente. Só traga pra perto coisas/pessoas que te acrescentem coisas boas.

5. Não importa o quando você pense no passado ou no futuro, o único lugar no qual você pode mudar as coisas é no presente.

6. Não desperdice a oportunidade de fazer algo que te assusta todos os dias. O aprendizado nessa matéria é imensurável.

7. Sempre quiser encontrar o vilão da sua história, dê uma olhada no espelho.

8. Não invente desculpas, invente soluções.

9. Problemas existem para serem resolvidos. Reclamar não é uma forma inteligente de solucioná-los.

10. Sempre que acordar pense em alguma coisa boa. Qualquer coisa.

11. Sonhe alto, você não paga nada por isso mesmo.

12. Tudo o que você faz em pensamentos, atos e palavras, conta.

13. Fazer o desconhecido é a única forma de ampliar o seu conhecimento.

14. Há sempre uma forma de fazer algo que parece ser impossível. Encontre-a.

15. Lembre-se sempre do ditado: antes feito, do que perfeito.

16. Nunca se esqueça das pessoas que um dia te ajudaram. Retribua-as.

17. Frustração é a melhor professora da vida.

18. Sempre que escutar a palavra sorte, experimente trocá-la por merecimento.
É preciso, por vezes, acordar. Olhar para dentro de si mesmo. Retirar as vestes que apertam e impedem de seguir livre. Liberdade é sentir-se em paz.
É necessário, todos os dias, escolher. Escolher o que faz bem, escolher o que acrescenta, escolher o que lhe quer, escolher o que faz feliz. Mesmo que seja difícil...
É preciso coragem, em todos os minutos, para seguir com passos firmes, sem olhar pra trás....sem olhar pra trás!
E que os dias sejam de luz, de festa, de pequenices que por tantas vezes passam despercebidas, mas que tornam a vida mais leve, mais real e muito, mas muito mais FELIZ!!!!!
“Minha mãe sempre diz: Não há dor que dure para sempre! Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos. E apesar de saber de tudo isso, por que algumas dores duram tanto?”
— Chico Buarque.
"E mais uma vez, você adiou a sua felicidade, por medo da mudança... medo de alterar o monótono de alterar essa rotina que não agrada mais. E por fim, mais uma vez você adiou.."
“O celular tocou, era uma mensagem. O conteúdo era pequeno, dizia apenas “saudades”. Olhei o remetente e sorri de canto, mas não pelo motivo que você está pensando. Meu coração, quase parado lá dentro, sorriu comigo e disse: Que engraçado, eu nem lembrava mais de você.”
— Casebre

sábado, 23 de março de 2013



















sexta-feira, 15 de março de 2013


"Não há gente completamente boa nem gente completamente má, está tudo misturado e a
separação é impossível.
O mal está no próprio gênero humano, ninguém presta.
Às vezes a gente melhora. Mas passa.
E que interessa o castigo ou o prêmio?
Tudo muda tanto que a pessoa que pecou na véspera já não é a mesma a ser punida no dia seguinte."
(Lygia Fagundes Telles)
Não sou boazinha.
Já fiz mal a mim mesma.
Já fiz mal para os outros.
Já cometi o mesmo erro mais de uma vez.
Já disse sim, quando deveria dizer não.
E o contrário.
Já perdi tempo demais me culpando
e demorei mais que deveria para me perdoar.
Já falei o que não devia, e calei quando mais precisava falar.
Machuquei pessoas pelas minhas palavras mal pensadas.
Machuquei pessoas pelos meus atos impulsivos.
Errei muitas vezes tentando acertar.
E acertei muitas vezes pensando errar.
E por mais que eu sempre procure fazer o melhor,
nem sempre consigo agradar. E me agradar.

Por isso sempre desconfiei de gente “boazinha” demais.

Gosto de gente de verdade.
De gente que ri e que chora.
De gente que olha no teu olho e fala o que pensa.
De gente que briga e depois pede desculpas.
De gente que admite que errou.
De gente que fala bobagem, mas que sabe falar sério.
Gosto de gente autêntica, não gosto de cópia.
E como tem gente por aí que parece ter saído de uma máquina da “Xerox”.
Tenho medo desse tipo de gente.
De gente que sorri amarelo o tempo todo.
De gente que se esforça para mostrar aos outros sua suposta bondade.
Gente que se esforça para mostrar aos outros sua suposta perfeição.
Gente que só se esforça para mostrar aos outros qualquer coisa.

Porque se depender de ter que mostrar aos outros qualquer coisa,
nunca vou ser "boazinha", pois vou continuar cometendo erros.
Novos eu espero, porque dos antigos já estou cheia.
Mesmo assim eu tento cada dia ser melhor pra mim mesma.
Pois quando sou boa para mim, posso ser boa para alguém.
E mesmo sendo boa, por favor, entenda e não confunda:
Nunca vou ser “boazinha”.

Carolina Carvalho (ByNina)

quinta-feira, 14 de março de 2013

Seja ousada, mesmo quando você achar que não tem estrutura pra isso...ARRISQUE e seja FELIZ.
“Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar. Olhou-a de um jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar, e não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar, e nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar. E então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar, com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar. Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar, e cheios de ternura e graça, foram para a praça e começaram a se abraçar. E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou, e foi tanta felicidade que toda cidade se iluminou. E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouvia mais, que o mundo compreendeu, e o dia amanheceu em paz”


“Eu amo as pessoas que me fazem rir. Sinceramente, acho que é a coisa que eu mais gosto, rir. Cura uma infinidade de males. É provavelmente a coisa mais importante em uma pessoa.”